Ela não desiste, não é? Depois de fugir, mentir e passar por cima de todo mundo, ela simplesmente volta — como se nada tivesse acontecido — pronta para repetir tudo outra vez. E o pior não é nem isso. O pior é ver que, junto com ela, vêm todos os outros, sendo puxados de novo para o mesmo caos, como se já não soubessem exatamente onde isso termina.
Alguns tiveram a coragem de sair. Outros preferiram ficar, talvez por comodismo, talvez por falta de lucidez. Mas eu não. Eu já entendi o suficiente para não me misturar nisso de novo. Existe uma diferença clara entre ajudar e se deixar afundar junto — e eu não tenho a menor intenção de cruzar essa linha.
Se querem insistir nos próprios erros, que insistam. Se escolhem se destruir, que arquem com isso. Eu não sou responsável por salvar quem não quer ser salvo. E, sinceramente, nem dá para socorrer quem já decidiu viver como se estivesse morto.
Dessa vez, não vou. E não é impulso, nem raiva cega — é decisão.

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